Procurador-geral do MPE dá detalhes sobre a Operação Ludus; Veja nomes dos presos


Procurador-geral do MPE dá detalhes sobre a Operação Ludus; Veja nomes dos presos

          Em coletiva de imprensa realizada na tarde da quarta-feira (03), o procurador-geral do Ministério Público Estadual, Héverton Aguiar, deu detalhes sobre a Operação Ludus que investigou diversas irregularidades sobre as obras no Espaço Alternativo em Porto Velho. Foram pedidos 14 mandados de prisão, que resultaram na prisão de quatro pessoas na Capital e oito no interior do estado, incluindo o ex-diretor-geral do Deosp e DER e deputado federal eleito, Lúcio Mosquini (PMDB), e do ex-deputado estadual e prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni (PSD), além do filho deste último.

             De acordo com o MPE, essa quadrilha supostamente comandada pelos dois políticos teria cometido os crimes de peculato (desvio de valores, bens móveis, de que o funcionário tem posse justamente em razão do cargo/função que exerce), lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, falsidade de documentos e falsidade ideológica. “A investigação começou há sete meses, quando recebemos uma farta documentação que aponta envolvimento direto desses políticos no desvio de recursos públicos da obra do Espaço Alternativo em Porto Velho. Se o Ministério Público não entra em cena, o restante do dinheiro teria sido pago e desviado. A obra custaria 22 milhões de reais, mas há indícios de superfaturamento e do uso de materiais de baixíssima qualidade. Cerca de dois terços desse valor (mais ou menos 14 milhões de reais) já foram pagos a esse consórcio de três empresas que tocava a obra. Ainda não sabemos se há outras obras com indícios de irregularidades sob o comando desse grupo. Só poderemos afirmar após a análise dos documentos”, afirmou Héverton Aguiar.

             O procurador-geral reafirmou que após o dia 17 de dezembro, o processo envolvendo o deputado federal eleito Lúcio Mosquini segue para o Supremo Tribunal Federal (STF). “Caso a prisão preventiva dele, que tem duração de 90 dias, não seja revogada até o dia 17 de dezembro, ele será diplomado normalmente. Se ele continuar preso, não será diplomado, mas de qualquer forma, o processo segue para o STF. A prisão de todos os 14 acusados é preventiva, ou seja, com duração de 90 dias sem renovação e sem mudança de local”, relembrando o caso de Gilvan Ramos (secretário de Finanças) e Francisco de Assis, cunhado do governador Confúcio Moura, presos na Operação Platéias e que foram transferidos do presídio Pandinha para o novo presídio Aruanã sem o conhecimento da Justiça.

Testa de ferro

           As investigações do MPE revelaram estreitas ligações entre Lúcio Mosquini, Alex Testoni e a empresa Rondonorte. O filho de Testoni, por exemplo, era o responsável pelo andamento das obras. Juan Alex Testoni Júnior foi fotografado e filmado dando ordens no canteiro e recebia em seu apartamento todo o corpo operacional da construção. Já o empresário Adiel Andrade, proprietário da Rondonorte, se reportava ao rapaz. Foram montadas campanas em Ouro Preto do Oeste que monitorou de perto a movimentação em torno da obra do Espaço Alternativo.

Lista 

Foi divulgada uma lista com 10 presos:

1 – Lúcio Antônio Mosquini
2 – Paulo Sérgio da Silva
3 – Nilton Andrade dos Santos
4 – Marcos Dias de Oliveira
5 – Juan Alex Testoni
6 – Noeli Fernandes
7 – Diego Fernandes Andrade
8 – Áureo Cézar da Silva
9 – Juan Alex Testoni Júnior
10 – Adiel Andrade

 

Fonte:RONDONIAVIP

 


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