Nilton Capixaba aceitou esquema de direcionamento de licitação, diz Batista em delação premiada


Nilton Capixaba aceitou esquema de direcionamento de licitação, diz Batista em delação premiada

           Já conhecido pelo o escândalo nacional das “Sanguessugas”, o deputado federal Nilton Capixaba (PTB) parece ter encontrado mais um problema para dar explicações. Segundo o ex-secretário estadual adjunto de Saúde, José Batista, o esquema da compra de apoio político na Assembleia Legislativa pelo governador Confúcio Moura (PMDB) também se estendeu a ele.

           Segundo Batista contou à Polícia Federal em delação premiada, após ser preso na Operação Termópilas, Nilton Capixaba (PTB) aceitou participar de um esquema de direcionamento de licitação para favorecer a empresa de seu irmão, Marcos Capixaba.

              Em troca do direcionamento da licitação para a aquisição de usinas de oxigênio medicinal e da manutenção predial do Hospital Regional de Cacoal, Nilton, segundo Batista, aceitou exercer sua influência política junto ao então, deputado estadual e presidente da ALE, Valter Araújo.

              Ele responde a mais de 20 processos judiciais da época em que era presidente da Casa e também foi preso durante a Operação Termópilas acusado de desvio de dinheiro da Secretaria Estadual de Saúde. Valter deixou a cadeia por motivos de saúde após ficar um ano cumprindo pena.

             De acordo com o depoimento de Batista à Polícia Federal, a sugestão para que Nilton Capixaba fosse convidado a usar sua influência junto a Valter e a outros deputados estaduais partiu de Lúcio Mosquini, ex-diretor geral do DER e Deosp e deputado federal eleito que está preso acusado de desviar dinheiro das obras do Espaço Alternativo, em Porto Velho.

            Mosquini sugeriu que Capixaba ficasse responsável pela coordenação política junto a Valter e outros parlamentares para que os projetos do governador Confúcio fossem aprovados.

             Em troca, Nilton capixaba receberia contratos direcionados de aquisição de usinas de oxigênio medicinal para empresa de seu irmão, Marcos Capixaba, com a garantia de negócios para fornecer o produto ao João Paulo II, Hospital de Base, Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), Hospital Infantil Cosme e Damião, além de outros estabelecimentos de saúde espalhados pelo interior do Estado.

            Mas o acerto, ainda conforme o depoimento de Batista, não parou ai: a empresa do irmão do deputado federal também ficaria responsável pela manutenção predial do Hospital Regional de Cacoal.

             Batista afirmou que o “procedimento licitatório” e os projetos básicos foram providenciados pela dupla de irmãos Capixaba. Até o momento, Nilton não divulgou nota e nem comentou o possível esquema que favoreceu ele e sua família.


Fonte:RONDONIAVIP

 


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