Rondônia começa mobilização contra chikungunyaChikungunya é nova preocupação do setor da Saúde no estado.


Rondônia começa mobilização contra chikungunya
 
Chikungunya é nova preocupação do setor da Saúde no estado.
 
Fonte:  Vanessa Moura/Portal Amazônia
 
Publicado por: Rolnews.com.br em 07/11/2014 às 12:18:43
 
 
 
Chikungunya é nova preocupação do setor da Saúde em Rondônia. A doença febril é transmitida pelo mesmo mosquito causador da dengue. Nenhum caso foi registrado no Estado, mas a orientação da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) é que todos os 52 municípios trabalhem com ações preventivas. Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (6), profissionais do setor de controle e epidemiologia alinharam as ações de combate as duas doenças.
 
A nova doença circula no Brasil desde 2010. Em todo o Brasil já foram registrados 828 casos de chikungunya. As ocorrências aconteceram no Amapá, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. As doenças têm sintomas parecidos, mas segundo a diretora da Agevisa, em Rondônia, Arlete Baldez (foto), o índice de manifestação de sintomas e duração são diferentes.
 
"O índice de manifestação de sintomas em pessoas infectadas é de cerca de 40% a 50% no caso da dengue, já a chikungunya essa capacidade é de cerca de 70%. O tempo de duração também é diferente. Tem a forma aguda de 7 a 10 dias, mas ela pode se prolongar para a forma subaguda e crônica e pode durar meses ou até anos". A doença é mais frequente e mais grave em crianças e idosos.
 
Risco
 
Segundo a diretora, o desafio é detectar os primeiros casos para evitar surtos ou epidemia da doença. ‘‘A nossa população não tem imunidade, todos nós estamos passíveis de contrair a doença, então o risco de epidemia é muito grande. A doença tem sintomas semelhantes ao da dengue: febre alta súbita, dor de cabeça, só que tem uma manifestação articular mais intensa’’.
 
Arlete explica como é feito o diagnóstico da doença. ‘‘ Os casos que entrarem no sistema nós vamos fazer a investigação de dengue. O resultado dando negativo, nós vamos encaminhar essa amostras para o Instituto Evandro Chagas, no Pará, que deve encaminhar em sete dias o resultado do exame laboratorial’’. A diretora disse ainda que uma pessoa pode contrair chikungunya e dengue ao mesmo tempo.
 
Combate
 
Como a dengue e a chikungunya tem em comum o Aedes Aegypti como mosquito transmissor, a estratégia contra as doenças são as mesmas. E uma importante ferramenta de combate é o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa). ‘‘Eliminando os criadouros do mosquito diminui o risco de transmissão tanto da dengue quanto de chikungunya’’.
 
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E acrescenta: ‘‘Definimos como os municípios de forma coordenada, utilizando o resultado do LIRAa, se mobilizarão para o combate nas áreas de maior risco e para eliminar os fatores de risco’’. A diretora pede o apoio da população nessa luta contra as duas doenças. ‘‘A população tem que está consciente que a participação é fundamental. É importante que em cada casa haja um vigilante que esteja eliminando possíveis criadouros’’.
 
A diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Ji-Paraná Eliana Pereira destaca a importância da reunião. ‘‘É uma oportunidade de estabelecer metas para trabalhar tanto contra dengue quanto contra a febre chikungunya’’. O município assim está em situação de alerta para epidemia de dengue.
 
Já a coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Cacoal, Ivani Gromann, disse que é preciso uma participação maior da população. ‘‘ Nós precisamos que as pessoas procurem as unidades básicas de saúde para que os casos sejam notificados’’. Cacoal é dos 26 municípios em situação de alerta para dengue em Rondônia, outros 19 conseguiram índice satisfatório.
 
E sete estão em situação de risco de epidemia de dengue. São eles Buritis, Campo Novo de Rondônia; Colorado do Oeste; Costa Marques; Cujubim; Itapuã do Oeste e São Francisco do Guaporé.

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