Expedito Júnior nega envolvimento em esquema no governo de RO Ex-senador prestou depoimento sobre denúncias da Operação Plateias. Secretário de Saúde também negou irregularidades em contratos e licitações


Expedito Júnior nega envolvimento em esquema no governo de RO

Ex-senador prestou depoimento sobre denúncias da Operação Plateias. Secretário de Saúde também negou irregularidades em contratos e licitações

          O ex-senador Expedito Júnior (PSDB) e o secretário estadual de Saúde de Rondônia, Williames Pimentel, prestaram depoimento à Polícia Federal e negaram envolvimento no suposto esquema de desvio de verbas públicas e direcionamento de licitações no governo do estado. Os dois são investigados na Operação Plateias, que foi iniciada nessa quinta-feira (20) e revelou uma organização criminosa, formada por lobistas e agentes públicos, responsável pelo desvio de mais de R$ 57 milhões, em contratos que chegam a quase R$ 300 milhões.

             Expedito Júnior prestou depoimento na quinta e Pimentel foi ouvido nesta sexta. Segundo a PF, a Segurança Rocha, empresa do ex-senador tucano, foi contratada para prestar serviços de segurança armada junto à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e, em três anos, recebeu cerca de R$ 150 milhões. Mas o contrato não teria sido cumprido corretamente e também há suspeitas de favorecimento no processo de licitação. Em nota, o ex-senador informou que a empresa participou da concorrência pública mediante pregão eletrônico e, por isso, "concorreu ao certame de forma lícita e igual às demais, sem utilizar meios fraudulentos".

             Expedito informou ainda que prestou depoimento à Polícia Federal, em Ji-Paraná (RO), no final da tarde de quinta-feira e que compareceu ao local "espontaneamente". "Embora tenhamos sido convocados para prestar esclarecimentos sobre envolvimento em suposto direcionamento de processo licitatório em favor de uma empresa de segurança da família, comparecemos espontaneamente, sem necessitar de condução coercitiva", disse o ex-senador na nota.

          Já o secretário de saúde foi à sede da PF em Porto Velho nesta sexta. As investigações da operação apontaram desvios de verbas e direcionamento de licitações para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e em contratos para o fornecimento de alimentação a hospitais da rede pública estadual. Após depor por cerca de três horas, Williames disse que não foi perguntado sobre a as obras da UPA. Em relação às supostas fraudes com empresas de alimentação, o secretário informou que toda a licitação foi acompanhada pelo Tribunal de Contas e Ministério Público. "Foi o processo mais transparente, mais exaustivo para chegar ao pregão eletrônico final e aos contratos que estão em vigor hoje", alegou.

 

fonte: G1/RO 


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